5 de ago de 2011

O sofrimento


“Se com ele, pois, houver um mensageiro, um intérprete, um entre milhares, para declarar ao homem a sua retidão, então, terá misericórdia dele e lhe dirá: Livra-o, que não desça à cova; já achei resgate” (Jó 33:23-24)

Essas são palavras memoráveis e consoladoras. Durante o sofrimento de Jó, elas significaram libertação do problema. Esse homem rico, reto e piedoso tinha perdido tudo e ficado doente. Três amigos tentaram consolá-lo. Mas somente conseguiram feri-lo ainda mais. Eles criam que se alguém era justo e reto, Deus lhe daria uma vida agradável; mas se pecasse, Deus o puniria. A conclusão deles foi: Jó deveria ter pecado muito; portanto, deveria confessar sua culpa e tudo voltaria ao normal novamente. O pecado não era a causa de seu sofrimento. Jó pensava que tinha direito ao bem-estar e começou a acusar Deus.

Quando a sabedoria dos amigos de Jó tinha chegado ao fim, o quarto e mais jovem amigo, Eliú,
começou a falar. Ele não rebaixou Jó, mas se colocou no mesmo nível que ele, mostrando-lhe que apesar de Deus não ser responsável por tudo o que acontece, Ele não está indiferente a nós; ao contrário, cuida de nós. Ele fala com as pessoas, às vezes através de sofrimentos, para ensiná-las a ouvir a Sua voz. Esse foi o caso de Jó, que aprendera a não confiar em sua justiça própria. Ele necessitava da justiça de Deus, que estava disposto a concedê-la. Se Deus enviasse um mensageiro, este diria: “Você não morrerá, Deus já achou resgate por sua vida”.

Há cerca de dois mil anos, Jesus Cristo é este “mensageiro”. Sua vida sacrificada na cruz é o resgate por nossa culpa. Já não temos de temer a morte, “porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Romanos 5:10).

“Agora cinge os teus lombos como homem; e perguntar-te-ei, e, tu, responde-me” (Jó 38:3)

Agora Deus desafia Jó a falar, pois ele O tinha culpado por todo seu sofrimento. O momento havia chegado. Em outras palavras, Deus disse: “Jó, levanta-se e seja homem. Você pode me dizer o que tem em mente.”

Jó havia perdido tudo. A armagura dele, portanto, era compreensível. Jó tinha dito: “Ah! Se eu soubesse que o poderia achar! Então me chegaria ao seu tribunal. Com boa ordem exporia ante ele a minha causa e a minha boca encheria de argumentos” (Jó 23:3-4). Como tenho ouvido as pessoas falarem exatamente isso. Por alguma razão, elas levantam o dedo para Deus e dizem: “Um dia eu vou falar com Deus tudo o que penso!” Como Deus responde a isso? Como vimos o que Eliú disse acerca de Deus permitir dificuldades para atrair nossa atenção para Si. Esse é o método de Deus para Se aproximar de nós, quando resolvemos não ouvi-Lo de outro modo.

Se, por outro lado, insistirmos em pensar que podemos atribuir toda a responsabilidade a Deus, chegará o tempo em que será a nossa vez de responder Suas perguntas. O que acontecerá então? Como Jó, percebemos nossa total insignificância. Em Apocalipse 20 lemos que o céu e a terra fugirão diante da face do Juiz. Imagine o que será de nós!

Quatro visões do sofrimento:

A visão de Satanás > As pessoas acreditam em Deus apenas quando são prósperas e não estão sofrendo. Isto é errado.

A visão dos três amigos de Jó > O sofrimento é o julgamento de Deus pelo pecado. Isto nem sempre é verdadeiro.

A visão de Eliú > O sofrimento é a forma de Deus para ensinar, disciplinar e refinar. Esta é uma verdadeira, mas incompleta explicação.

A visão de Deus > O sofrimento nos faz confiar em Deus por quem ele é, não pelo que ele faz.

Como o sofrimento nos afeta:

O sofrimento é útil quando:

O sofrimento é prejudicial quando:
Voltamo-nos para Deus buscando compreensão, coragem e livramento.
Endurecemos o nosso coração e rejeitamos a Deus.
Fazemos importantes perguntas as quais não teríamos tempo para refletir em nossa rotina normal.
Recusamo-nos a fazer muitas perguntas e deixamos de aprender muitas lições que podem ser úteis para a nossa vida.
Somos preparados por ele para nos identificar e confortar outras pessoas em sofrimento.
Permitimos que ele nos torne egoístas e egocêntricos.
Estamos abertos a sermos ajudados pelas pessoas que servem a Deus.
Rejeitamos o auxílio que as pessoas possam dar.
Estamos prontos a aprender com o Deus digno de toda a nossa confiança.
Rejeitamos o fato de que Deus pode fazer com que surja algum bem da calamidade.
Percebemos que podemos nos identificar com o sofrimento de Cristo na cruz por nós.
Acusamos Deus de ser injusto e talvez influenciar outras pessoas a rejeitá-lo.
Ficamos sensibilizados com tanto sofrimento neste mundo.
Recusamo-nos a estar abertos a quaisquer mudanças em nossa vida.

“Meus irmãos, tomai por exemplo de aflição e paciência os profetas que falaram em nome do Senhor. Eis que temos por bem-aventurado os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso” (Tiago 5.10-11)

A história de Jó pode ser encontrada no livro de Jó. Ele é também mencionado em Ezequiel 14.14,20 e Tiago 5.11.

Fontes: Livro Boa Semente e Bíblia de Estudo e Aplicação Pessoal (CPAD)

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