28 de jun de 2011

A dinâmica do pecado

 

Algo em nós morre quando pecamos, seja nossa comunhão com Deus, nossa paz, nossa autoridade, nossos relacionamentos, nossa unção, nossa família, nossa fé e até mesmo, em última escala, nossa salvação... Não vale à pena arriscar.

Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte. (Tiago 1:14-15)

Já tenho dito muitas vezes que nosso maior inimigo é o pecado. Mais do que Satanás e o império de trevas que comanda, ele tem o poder de quebrar a comunhão do homem com Deus e lançá-lo no inferno.

Não há como vivermos uma realidade de excelência no Senhor, a não ser que mantenhamos uma vida de santidade. Portanto, vencer diariamente o pecado é um desafio do qual não podemos esquivar-nos. 

É muito importante que entendamos a dinâmica do pecado, ou seja, o processo pelo qual ele se estabelece na vida de alguém. Para tanto, os ensinos de Tiago são reveladores.

Ele começa dizendo que somos tentados pela nossa própria concupiscência, ou seja, nossos desejos interiores. Nosso maior problema, não é externo (as coisas erradas que Satanás e o mundo nos oferecem), mas interno (uma força carnal que opera em nós e milita contra a natureza de Deus, recebida através do Espírito Santo).

Essa carnalidade com a qual teremos que lutar até nossa completa redenção, seja pela morte ou pela volta de Jesus, opera em três frentes, segundo o apóstolo João: “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (I Jo 2:16). Em outras palavras, os desejos gerados pelos nossos apetites humanos, os desejos despertados por aquilo que vemos e o orgulho, quando não dominados, nos levam à queda.

É como se houvesse dois ímãs dentro de nós, um nos puxando para a comunhão com Deus e outro nos induzindo a pecar. São duas naturezas que militam uma contra a outra. A vitória é determinada pela força que cada um tem (elas podem ser robustecidas ou enfraquecidas) e pelos ambientes e situações a que nos expomos. Melhor explicando, se cultivamos nossa vida espiritual e evitamos cenários de pecado, temos uma chance maior de manter a santidade. Se, por outro lado, alimentamos nossa carnalidade e nos expomos ao pecado, certamente cairemos.

Voltando às palavras de Tiago, fica claro que há um processo pelo qual o pecado opera. Ele diz que o ser humano é “atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte”  (Tg 1:14-15). Perceba que há fases  descritas por essas palavras. Eu as definiria na seguinte ordem: atração, engano, concepção, consumação e consequência. Toda queda, grande ou pequena, segue este caminho. O processo pode consumir segundos ou anos, mas a sequência é sempre essa.

A primeira fase do pecado é a atração. De alguma maneira temos a nossa atenção chamada para uma possibilidade. Aqui, é bom dizer que Satanás é um mestre em montar vitrines convidativas. Desde o Éden ele se exercita em tirar o foco do homem da palavra de Deus para colocá-lo numa alternativa proibida. Até com Jesus, no deserto, ele ousou fazê-lo.

Para piorar nossa situação, vivemos num mundo absolutamente permissivo, onde as imagens, os cheiros, os sons, enfim, quase tudo tenta nos atrair ao pecado, seja ele qual for, desde a mentira até a imoralidade, passando por toda sorte de desobediência a Deus.

A melhor forma de não cairmos é evitarmos a atração. Quando mais distantes e fechados estivermos para aquilo que pode nos seduzir ao erro, mais santos seremos. Não quer cair em maledicência, evite os fofoqueiros. Não quer ser dominado pela imoralidade, escolha bem os filmes, as pessoas, os ambientes que você frequenta. Se não for suficiente, jogue fora a TV, cancele a conta da Internet. É mais ou menos isso: não quer se queimar, afaste-se do fogo!

Quando não evitamos a atração, uma segunda fase começa, que é a sedução ou o engano. A partir daí, atraídos por algo errado, sofismas tentarão nos convencer de que a palavra de Deus não é absoluta, de que o erro não trará consequências, de que vale à pena arriscar... Se cedermos a esses argumentos, começaremos a despencar no abismo.

Contra a mentira, a única arma eficaz é a verdade. “Guardo a tua palavra em meu coração para não pecar contra ti”, disse o salmista (Sl 119:11). Se negociarmos o que Deus disse, rompemos o limite e entramos num nível muito mais terrível do processo que é a concepção. Ou seja, o pecado já está dentro de nós. Não foi consumado ainda, quem sabe por falta de oportunidade, mas logo será. Está pronto para vir à luz... Neste caso, somente um encontro impactante com Deus pode nos levar a abortá-lo, a impedir que ele se torne prático.

Se não corrermos para a Cruz, daremos à luz o pecado e, aí, teremos que enfrentar as suas consequências. Segundo Tiago, uma vez consumado, o pecado sempre gera morte. Isso pode ser entendido em sua forma absoluta, em sua forma definitiva e em sua forma parcial. Algo em nós morre quando pecamos, seja nossa comunhão com Deus, nossa paz, nossa autoridade, nossos relacionamentos, nossa unção, nossa família, nossa fé e até mesmo, em última escala, nossa salvação.

Sabedores disso, o melhor que podemos fazer é defender-nos sempre e lutar, antes que seja tarde demais...

Texto de: Pastor Danilo Figueira

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